Cova Rasa

Release

Formada em 2016 por Jayme Danko e Collins Freitas, teve desde o início a proposta de lançar um projeto autoral que se diferenciasse em suas carreiras musicais. Ambos haviam tocado juntos em outras ocasiões, com gostos similares pelo bom e velho Rock n’Roll em várias de suas vertentes.

Guitarrista e tecladista acordados, era necessário montar o restante do time. Em busca de fixar o conjunto, outros membros passaram por testes e ensaios, até que a banda assumisse a formação com a entrada de Renato Nunes na bateria, que partiu para uma pré-produção. O que se viu no começo, ainda no primeiro ano, foi um som próximo de ZZ Top, Allman Brothers e etc. Um Rock com a pegada Blues. Com o passar do tempo, entre um hiato de alguns meses devido a saída de integrantes e mudanças, começava a se notar mais peso nas novas composições.

Com gravações marcadas, a banda continua a fazer novos arranjos nas músicas e assume uma identidade mais pesada, com letras temáticas sobre lendas urbanas, sobrenatural, folclores e fantasmagorias. É decidida como margem a se trabalhar o Hard Rock e o Heavy Metal. Ou como a Cova Rasa se define: Hard n’Heavy. Com a saída do baixista anterior, Bruno Mazza entra na banda no meio das gravinas. O album de estréia Deadline, marca o começo de uma missão que a banda resolveu abraçar e levar adiante: fazer rock pesado, melódico e conceitual em português, um misto de contos e histórias onde a imaginação se faz presente.

Integrantes

Jayme Danko

Vocal & Guitarra
"Pernambucano do Recife, radicado em São Paulo, começou tocando violão aos 12 anos de idade, por influência familiar. Logo em seguida conheceu o Rock e se apaixonou pela guitarra elétrica, de modo que passou a dedicar-se a esse instrumento. Passou por algumas bandas ainda em sua cidade natal e depois tocando na noite de SP. Apaixonado por Hard Rock, Blues e Heavy Metal, é co-fundador da Cova Rasa e suas composições são uma tentativa de fusão entre todos esses estilos."

Ramairá Marzola

Piano/Teclado
"Músico desde os 8 anos de idadeRamaira fez aulas particulares de piano com Miguel Laprano (Faculdade Souza Lima) e Dana Radu (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – OSESP) e de Canto com Ronnie Kneblewski (High School Musical Brasil). Graduou-se em Composição Musical pela Universidade de São Paulo (USP). Como músico atou como instrumentista e cantor em vários conjuntos ao longo de 18 anos. Foi pianista para cantora Nanda Mazza. Integrou por 3 anos seguidos a banda do festival Kpop Brasileiro (Festival de Música Coreana). Em 2008 atuou como Cantor no Coral da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo (OSUSP) em apresentação na sala São Paulo do Choros 10 de Villa Lobos. Sua principais influências vem do Rock Progressivo e Melódico, de bandas como Dream Theater, Symphony X, Deep Purple, Malmsteen, entre outros. "

Bruno Mazza

Baixo
"Nascido no Rio de Janeiro em Fevereiro de 1973, começou a tocar contrbaixo em 1987. Fez parte de várias bandas do cenário underground carioca, dentre as quais se destacam: Wonderland (1991-1994), Gotham (1996-2001) e Mané Sagaz (2001-2007). Grande fã do Rock em todas as suas vertentes, mas principalmente do Hard Rock anos 80, Heavy Metal e do Rock Progressivo. Tem como principais influências Billy Sheehan, Geddy Lee, John Entwistle, John Paul Jones, Chris Squire e Steve Harris."

Luiz Paulo

Bateria
"Paulistano da Zona Norte, Luiz se aventura pelos caminhos tortuosos da bateria e percussão desde a adolescência. Influenciado por bandas mestres do Hard e Heavy, como Kiss, Angra, Iron Maiden, Judas Priest. Ativo na noite de São Paulo com várias bandas, compondo e gravando. Diretamente influenciado por seu grande ídolo e professor Aquiles Priester."

Álbum

Deadline - 2018


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Letras

Criado sem berço
Logo desde cedo
Adorava a navalha
Esse era o seu brinquedo

Cria do submundo
Uma sombra no beco
Se cruzasse o seu caminho
Não ficaria inteiro

“Ele vinha com o vento
Com a brisa do ralo
O veneno era forte
E agia rápido
Dezenas de vítimas
Contava as cabeças
Usava uma mortalha
O seu dia era terça
Não se via infrator
Se achava iluminado
Neblina Negra
Seguia seu legado

“As margens da lei
As margens do mundo
Cantando sua agonia
Seu penar profundo”

(Refrão)

“Pela madrugada, corre sangue, suor e lágrima
Corpos mutilados, revirados na calçada E o cheiro de morte entorpece a multidão
E no necrotério mais uma vida chega em vão

Escravo da luxúria
Os olhos em brasa
Possesso de mil almas
Uma mente perturbada

Faz de um homicídio
Como quem faz folia
Saciando seu vício
Até o próximo dia

“ Uma sombra solitária
Escurece o seu caminho. Cuidado com o beco
Nunca vá sozinho

(Refrão)

“Pela madrugada, corre sangue, suor e lágrima
Corpos mutilados, revirados na calçada
E o cheiro de morte entorpece a multidão
E no necrotério mais uma vida chega em vão
Preste atenção no que agora eu vou contar
Ninguém falou, eu mesmo pude atestar
Tem um local há muitos anos condenado
Que dizem até ter sido obra do diabo

A beira de uma estrada esquecida
Onde quase não se vê a luz do dia
Existe uma vila há muito tempo atormentada
Mortos-vivos fazem de lá sua morada

E quem ousar nesse lugar por o seu pé
Vai acabar sacrificando a sua fé
De longe logo se enxerga a multidão
Cadáveres se reúnem na escuridão

Eu não podia acreditar o que meus olhos avistavam, quando menos esperei, espíritos me rodeavam

Era real, nem parecia ilusão
Haviam almas em perfeita comunhão
E do meu lado um deles se aproximou
De cara logo percebi que me olhou

“Se junte a nós”, me exclamou o homem penado
Esse é um retiro de seres degenerados
Não há mais tempo para implorar perdão
Melhor sair desse estado de negação

Não adianta relutar e nem mesmo argumentar, agora as trevas te aguardam, é muito tarde pra voltar

“Aqui na vila dos mortos, ninguém pode escapar
Sua alma pertence agora a esse lugar”

E depois disso meu corpo se transformou
E uma forma cadavérica adotou
E cabisbaixo eu nem sequer olhava o céu
Eu me abracei com essa condição cruel

Cade vez menos eu esboçava sentimentos
E acatava o meu destino sem lamentos
Nem mesmo achava que um dia fui humano
Sentia sempre ter vivido nesse plano

Foi quando uma voz gritou e pelo meu nome chamou, como um anjo salvador, desse sonho me libertou

“Aqui na vila dos mortos, ninguém pode escapar
Sua alma pertence agora a esse lugar
Aqui na vila dos mortos, nem adiantar tentar
Essa é sua sina, resta agora aceitar”
Cada fim do dia, quando se vai a luz
Buscando novas presas, a qualquer um seduz
Fingindo timidez, exala falsidade
E logo todos provam da sua crueldade

Pede uma carona, a quem passar primeiro
De cara flui o papo, começa o galanteio
Procura os errantes e almas perturbadas
Esnoba a vida humana, está feita a emboscada

“A noite chega e mais um cai em tentação
Sem perceber, assina sua condenação”

A lista é enorme, crimes e atrocidades
Tortura os coitados, sem dó nem piedade
Não se descobre nada, nem as autoridades
Fadada a vagar até a eternidade

Nascida ao avesso, primeiro de janeiro
Criança desalmada, com enxofre em seu berço
Um sorriso manso, não sabem que por trás
Tem um demônio encarnado, que faz frente a Satanás

“A noite chega e mais um cai em tentação Sem perceber, assina sua condenação”
Sem pena e rancor
Nem mesmo pudor
Meu trabalho é feito com sincero esplendor
Eu caço os perversos e os justos também
Minha lista é longa, não esqueço ninguém
Estou aqui há milhares de anos engajado
Sempre em busca do meu rebanho de condenados
Aceito uma conversa, não dispenso um trago
Mas não é isso que te salva de ser enterrado

“Desde os primórdios é assim
Eu decido quando vais ter fim
E nada pode me impedir
O sono eterno te faço dormir”

Nada é pessoal, chega até a ser banal
Não enxergo uma batalha entre o bem ou o mal
Trata-se de equilíbrio, uma ordem natural
Quando menos se espera, faço o teu funeral


Vejo o choro daqueles que são queridos teus
Se negando a crer que esse é o último adeus
Nada me comove, eu comando a sorte
Aproveite, pois pode ser sua última dose

“Desde os primórdios é assim
Eu decido quando vais ter fim
E nada pode me impedir
O sono eterno te faço dormir”
Essa terra deve ser um quebra cabeça errado
Logo cedo me disseram que estava condenado
Passei anos procurando ser um homem respeitado
Hoje eu quero que o mundo se exploda com o diabo

O futuro desaponta, não promete, nem encanta
Todo dia mortos-vivos formam uma manada humana
Nem sequer prestam atenção, mas fogem da solidão
Buscam teto, proteção e não agüentam ouvir um não
Pouco verde, muito cinza, centros empresariais
Cada canto, cada esquina, uma morte nos jornais
Empregados atrasados, vivem um dia de cão
Amenizam a angústia e se inebriam no balcão

“Nesse purgatório, tudo arde em chamas
Minha alma chora nessa selva urbana

E esse tenebroso caos, quase nunca tem um fim
Meu juízo me enlouquece, chega até a sair de mim
De um lado da cidade
Sangue-sugas, só maldade
Os errantes seguem errado
A um passo da eternidade
Os facínoras de rodo
Que cavam o próprio esgoto
Destilando o seu ódio
É caso de sanatório

E no outro extremo norte
Quando a esperança morre
Mais corruptores nascem
E começam o seu massacre
Tem faces amontoadas
E Olhos arregalados
Todos eles remelentos
São lascivos e sedentos
Difícil de acreditar, nem consigo tolerar
Se é pra viver assim, é dar sorte pro azar
Firmino rala desde cedo, é um homem batalhador
Acorda as 5h, lava o rosto, esquece da própria dor
Desde moleque o pai falou: “Nem pense em fraquejar”
São 7 filhos e uma esposa para ele sustentar
Pega o cachimbo e o chapéu enquanto engole seu café
Suspira fundo e vai pra roça sempre com boa fé

Chegando lá, a velha enxada é tudo que lhe aguarda
A mão direita pede arrego de tanto calejada
Vai trabalhar e não implora piedade
Mas já não agüenta toda essa dificuldade
Cansou de esperar por Deus mostrar um sinal de bondade
Jogou a fé no lixo, entregou a vaidade

Sem saber o que fazer, ele apelou pro cão miúdo
Saiu de casa avariado e procurou o chifrudo
A meia noite ele rodava na beira da estrada
Um preto velho avisou, “você ta numa encruzilhada”
Sentiu um calor descomunal, que tanto transpirava
Logo Firmino e o coisa ruim ficaram cara a cara

(Refrão do Diabo)

“Diz-me o que tu queres, se é dinheiro ou glamour
Pode vir mais perto, não preciso de louvor
Não há nada nesse mundo que não possas ter
Faço a tua vontade acontecer”

Depressa e sem hesitar, fechou o acordo com o tinhoso “Assina aqui esse contrato”, disse o bicho danoso
Mudou de vida, agora era gente rica
Abriu empresas e negócios, só tinha coisa fina
Virou playboy, investidor de alto nível
Cheio de grana, achou que nada era impossível

Mal lembrava que um dia teve preocupações
Esbórnia era sempre a primera das opções
Acompanhantes eram parte da rotina
Cheiro de sexo, bebida e cocaína
A vista grossa da esposa não incomodava mais
Enchia ela de agrados e se mantinha a paz

Depois de um tempo um homem bate a porta em sua mansão
E pra surpresa de Firmino, era o tal caramunhão
“Boa noite, meu senhor”, disse o belzebu
“Vim lhe cobrar todos os seu débitos de um por um”

“Me deixe em paz”, pediu Firmino injuriado
“Suma da minha vida, seu excomungado”

(Refrão de Firmino)

“Não lhe devo nada, sai daqui, pode esquecer
“Fiz a coisa errada, porque cansei de sofrer”
“Projetei o meu destino pela contra-mão”
“Mas não é você quem da o perdão”

Monólgo do Diabo:

“Não é tão simples assim, ninguém passa a perna em mim”
“Você teve o que clamou, agora retorne o favor”
“Tu sabia onde pisava e vai pagar com a sua alma”
“Larga esse corpo carnal, vou te levar por bem ou mal”

Monólogo de Firmino:

“Vá com calma, condenado, eu nunca me entrego fácil”
“Lhe digo de ante mão, não lhe devo explicação”
“Eu cresci como um sem teto e não vou acabar no inferno”
“Não sabes do que eu sou capaz, vade retro Satanás”

O maldito se espantou, Firmino não afinou
Bateu de frente com o capeta, pegou logo a escopeta
Cabra macho do sertão, deu no pai da escuridão
Fez do anjo renagado pior que porco de asfalto
Derrotou o tentador, arrancou-lhe o próprio rabo
Perfurou-lhe o coração, com o tridente do diabo
Voltou para suas origens, desculpou-se com a mulher
Batizou-se novamente, retomou a sua fé
Largou bens matérias, abandonou o glamour
Hoje vive humildemente, com a lição do criador

Contato

Telefone: (11) 96421.1806 / (11) 96309.0491
Email: covarasa01@gmail.com